Diretor: Krzysztof Kieślowski
1980
A ação do filme ocorre na forma de entrevistas espontâneas com transeuntes aleatórios, representando diferentes faixas etárias – desde um bebê até uma senhora quase centenária. Nessa "sonda", Kieślowski recolhe respostas a perguntas fundamentais sobre a vida, que revelam a diversidade dos sonhos, desejos, medos e expectativas humanas. Dilemas existenciais universais se combinam com preocupações e necessidades cotidianas que definem a vida na Polônia em 1979. O filme constitui um retrato coletivo dos poloneses daquela época – repleto de opiniões, atitudes e perspectivas variadas. De um lado, levanta questões sobre as necessidades gerais da humanidade; do outro, mostra as realidades específicas do período comunista, onde essas questões adquirem um contexto social adicional. Kieślowski apresenta, de forma simples porém profunda, a complexidade da existência humana, equilibrando o universal com o local e histórico.