Diretor: Piotr Szulkin
1976
“Vida cotidiana” é um filme do movimento de documentário criativo dos anos 70, que observa as atividades comuns das pessoas, eliminando seus rostos do quadro. Isso torna a narrativa mais universal, mas também introduz uma sensação de anonimato e despersonalização. No ritmo do trabalho nas fábricas e das tarefas diárias, Szulkin retrata uma sociedade cuja vida se limita às funções sociais, e cujo conforto material não compensa o vazio interior. O filme quase não tem diálogos, e o som se reduz aos ruídos monótonos do ambiente, o que enfatiza a indiferença e a rotina da vida dos personagens.